Análise: bancada do RS, 1º turno (4/10/2026)
Aqui eu mostro quem ganhou e quem perdeu cadeiras na Câmara (31) e na Assembleia (55), o que o meu modelo previu e o que o resultado diz sobre a "onda" do PL.
datasets/resultado-2026-rs-bancada.csv.1. Quem ganhou e quem perdeu
Eu trabalho com as listas de 2026: federações (Brasil da Esperança = PT + PCdoB + PV; União Progressista = PP + União; PSDB Cidadania; PSOL Rede; Renovação Solidária = PRD + Solidariedade) ou o partido isolado. "Eleitos 2022" = cadeiras da lista agrupadas com a estrutura de 2026; "Bancada hoje" = partido atual dos eleitos de 2022.
2. O modelo × o resultado
O erro veio da entrada ou do mecanismo?
É um teste pós-fato: refiz a mesma previsão (λ = tendência do governador; μ = 0,5), mas com os blocos reais do governador (Esquerda 31,65%, Centro 10,11%, Direita 58,24%) no lugar da estimativa das pesquisas (36,2 / 19,3 / 44,5). Não vale como previsão fora da amostra, porque usa um resultado que só existe depois da eleição.
3. Os mais votados
4. A aritmética da maioria
Os blocos que eu uso: Esquerda (PT, PCdoB, PDT, PSOL, PSB, PV…), Centro (MDB, PSD, PSDB, Cidadania) e Direita (PL, PP, União, Republicanos, Podemos, Novo e demais). Não são coalizões nem base de governo: partidos de um bloco votam separados, e a Assembleia e a Câmara têm dinâmicas próprias.
5. Limites desta análise
- Minha contagem é preliminar e vem de listas de imprensa. Uma busca web trouxe PT = 4 deputados federais, mas as duas listas de 31 nomes somam 5 e fecham o total; fiquei com as listas.
- Eu não tenho votos por partido, nem suplentes, nem eleitos por município, então comparo cadeiras, não votação. Quando o TSE publicar o arquivo, refaço isso com votos.
- A bancada estadual "de hoje" vem da Wikipédia e eu não a conferi com a Assembleia; a federal vem da API da Câmara.
- O meu modelo não tem mecanismo de puxador de voto nem de partido novo: o que ele não explica no PL eu trato como "tendência não capturada", uma hipótese a testar, não uma conclusão.